Vestibular: conheça todos os ex-presidentes do Brasil

Vestibular: conheça todos os ex-presidentes do Brasil

Conheça aqui nesse post todos os presidentes do Brasil desde a proclamação da República

O dia era 15 de novembro de 1889. Local: Praça da Aclamação (atual Praça da República), na cidade do Rio de Janeiro, capital do Império do Brasil.

Um grupo de militares do exército, liderados pelo marechal Manuel Deodoro da Fonseca, derrubou e exilou o imperador Dom Pedro II, assumindo o poder no País e instituindo um Governo Provisório Republicano.

Estava proclamada a República no Brasil. Desde então, o País foi governado por 38 presidentes, cada um com suas particularidades e contextos históricos bem distintos.

A ideia desse post não é aprofundar-se em cada um dos governos presidenciais, até porque são 131 anos de história. A proposta é citar todos os presidentes, eleitos democraticamente (ou não) e pontuar quais eram os principais fatos na época em que estiveram no poder.

Assim, você pode começar a entender alguns temas, aprofundar-se e ir bem no vestibular. Pronto para uma viagem no tempo?

Presidentes do Brasil na Primeira República (1889-1930)

Todo esse período, desde 1889, com a derrocada do regime monárquico e exílio do imperador Dom Pedro II, até 1930, com o golpe militar orquestrado por Getúlio Vargas, é conhecido como Primeira República (ou República Velha).

Depois que o Deodoro da Fonseca e seu grupo de militares proclamaram República, naturalmente, o marechal tornou-se o primeiro presidente do Brasil. Seu governo foi seguido por outro militar eleito por voto direto, Floriano Peixoto.

Esses primeiros anos são conhecidos como República da Espada. Em 1894, Prudente de Morais foi o primeiro civil a ocupar o cargo. O seu sucesso, o paulista Campos Salles, deu início a uma fase conhecida como Política do Café com Leite.

Isso porque houve uma alternância longa entre representantes das oligarquias rurais de Minas Gerais (leite) e São Paulo (café) no cargo da presidência.

A partir de 1914, a Primeira República entrou em declínio, impulsionada pelos conflitos da burguesia industrial com a política econômica – voltada preferencialmente à agricultura.

Em 1929, a crise mundial deu a tônica necessária para a instabilidade política, a qual somada com a insatisfação do exército, fomentaram as revoltas tenentistas em oposição do Governo Federal, como a Rio Grande do Sul, em 1923, e em São Paulo, em 1924.

Todos esses fatores (oligarquia insatisfeita, crise econômica, conflitos no exército), culminaram em golpe militar que destituiu o presidente em exercício, Washington Luís, em 1930.

Presidentes do Brasil neste período

  • Deodoro da Fonseca (15.11.1889 a 25.02.1891);
  • Floriano Peixoto (23.11.1891 a 15.11.1894);
  • Prudente de Moraes (15.11.1894 a 15.11.1898);
  • Campos Salles (15.11.1898 a 15.11.1902);
  • Rodrigues Alves (15.11.1902 a 15.11.1906);
  • Affonso Penna (15.11.1906 a 14.06.1909);
  • Nilo Procópio Peçanha (14.06.1909 a 15.11.1910);
  • Hermes da Fonseca (15.11.1910 a 15.11.1914);
  • Wenceslau Braz (15.11.1914 a 15.11.1918);
  • Delfim Moreira (15.11.1918 a 28.07.1919);
  • Epitácio Pessoa (28.07.1919 a 15.11.1922);
  • Arthur Bernardes (15.11.1922 a 15.11.1926);
  • Washington Luís (15.11.1926 a 24.10.1930);

Era Vargas (1930-1945)

O gatilho para a rebelião que retirou Washington Luís do poder iniciou-se devido o assassinato de João Pessoa, vice do candidato Getúlio Vargas. O crime em si não tinha relação nenhuma com a eleição disputada, mas, o acontecido foi gatilho para o levante militar.

Por dez dias, uma junta governou o Brasil até que Getúlio Vargas, peça central na articulação política, assumiu a presidência em 3 de novembro de 1930. Iniciou-se a conhecida Era Vargas.

Os historiadores dividem esse período histórico três fases:

  • Governo Provisório (1930-34);
  • Governo Constitucional (1934-37;
  • Estado Novo (1937-1945).

O Governo Provisório, como o próprio nome sugere, deveria ter sido uma etapa de transição onde Vargas rapidamente organizaria uma Assembleia Constituinte para elaborar uma nova Constituição para o Brasil.

No entanto, já nessa fase, o gaúcho demonstrou autoritarismo e centralização do poder. Ao dissolver o Congresso Nacional, desencadeou diversas revoltas, como a Revolução Constitucionalista de 1932 – em São Paulo.

O movimento foi derrotado, no entanto, Getúlio Vargas conduziu eleições para 1933 para compor a requerida Constituinte – a qual foi promulgada a Constituição em 1934.

Terminado esse mandado, Vargas foi reeleito indiretamente para a presidência e inicia-se a Fase Constitucional. Marcada por movimentos extremistas, essa etapa finaliza quando o presidente cancela as eleições, dá um autogolpe e instala um regime ditatorial no País.

Assim, começa a última fase, conhecida como Estado Novo. Durante essa etapa, Vargas reforçou o poder, reduziu as liberdades civis e implantou a censura. Com um discurso nacionalista, começou articular um movimento pela sua permanência no cargo, no entanto, em 1945, o Exército colocou fim ao seu Governo.

Getúlio Vargas ficou 15 anos à frente do País. Até hoje, é o presidente com mais tempo em exercício, mesmo que tenha chegado no poder de diversas formas. No entanto, ainda faltava uma: a eleita pelo povo. E ele conseguiu.

República Populista (1945-1964)

Após a queda de Vargas, general Eurico Gaspar Dutra foi eleito presidente. Porém, em 1950, Getúlio voltou ao cenário político e venceu as eleições presidenciais. Dessa vez, democraticamente.

Em 23 de agosto de 1954, o Governo foi acusado de ter tramado um atentado contra o jornalista Carlos Lacerda. Depois do ocorrido, 27 generais exigiram publicamente a sua renúncia. Um dia depois, em 24 de agosto, Vargas saiu da vida para entrar para a história e cometeu suicídio.

Na sequência, Café Filho assumiu durante alguns anos e, posteriormente, Juscelino Kubitschek tornou-se presidente em 1955 – com a promessa de realizar cinquenta anos em cinco. Um dos legados do seu governo foi a transferência da capital federal para o Centro-Oeste.

O populista Jânio Quadros, respaldado na narrativa de varrer a corrupção, foi eleito em 1961, em reação à política de JK. No mesmo ano, renunciou. O vice, João Goulart, conhecido como Jango assumiu a presidência até o golpe militar de 1964.

Presidentes do Brasil neste período:

  • José Linhares (29.10.1945 a 31.01.1946)
  • Eurico Gaspar Dutra (31.01.1946 a 31.01.1951);
  • Getúlio Vargas (31.01.1951 a 24.08.1954)
  • Café Filho (24.08.1954 a 11.11.1955);
  • Carlos Luz (08.11.1955 a 11.11.1955)
  • Nereu Ramos (11.11.1955 a 31.01.1956);
  • Juscelino Kubitschek (31.01.1956 a 31.01.1961);
  • Jânio da Silva Quadros (31.01.1961 a 25.08.1961);
  • Ranieri Mazzilli (25.08.1961 a 08.09.1961);
  • João Goulart (08.09.1961 a 1º.04.1964);

Ditadura Militar (1964-1985)

Com o aumento da crise política e das tensões sociais, em 31 de março de 1964, tropas em Minas Gerais e São Paulo saíram às ruas com o objetivo de “livrar o país da corrupção e do comunismo”.

O que deveria ser provisório perdurou por 21 anos e marcou a história do Brasil como um dos períodos mais sombrios da história. O regime militar mudou as instituições democráticas do país e instaurou 17 Atos Institucionais (AI) pautados em autoritarismo e perdas de direitos individuais.

Logo no primeiro ano, em 1964, o marechal Castello Branco foi escolhido como primeiro presidente do regime. Foi sucedido por Costa e Silva, o qual adoeceu no final de 1969 e transferindo poder para uma junta militar.

Na sequência, o general Emílio Garrastazu Médici assumiu a presidência. Seu sucessor foi Ernesto Geisel, cujo mandato iniciou um movimento lento rumo à democracia.

Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, considerado como o mais autoritário ato institucional baixado durante o Regime Militar e oficializa o general João Batista Figueiredo como presidente.

Último militar no cargo executivo nesse período, Figueiredo decreta então a Lei da Anistia e restabelece o pluripartidarismo. O Brasil, finalmente, estava caminhando rumo à redemocratização.

Presidentes do Brasil neste período:

  • Castello Branco (15.04.1964 a 15.03.1967);
  • Costa e Silva (15.03.1967 a 31.08.1969);
  • Governo Provisório – Junta Militar (31.08.1969 a 30.10.1969)
  • Emílio Médici (30.10.1969 a 15.03.1974);
  • Ernesto Geisel (15.03.1974 a 15.03.1979);
  • João Figueiredo (15.03.1979 a 15.03.1985);

Nova República (1985-hoje)

O período subsequente à ditadura militar é conhecido como Nova República. Começa em 1985, com as eleições indiretas e estende-se até os dias atuais.

Internado algumas horas antes de assumir a presidência, Tancredo Neves, o primeiro civil eleito indiretamente para ocupar o cargo depois de mais de duas décadas, deixou o Brasil em prantos.

Em seu lugar, tomou posse o vice, José Sarney. Durante seu governo foi promulgada a Constituição de 1988, o documento que oficializou o Estado Democrático de Direito e segue vigente até hoje.

Em 1989, Fernando Collor de Mello ganhou as primeiras eleições diretas realizadas desde 1960. Logo nos dois primeiros anos de mandato, o Congresso Nacional instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro.

As conclusões levaram ao pedido de afastamento do presidente, o qual, acuado, renuncia para evitar o impeachment. O vice-presidente Itamar Franco assumiu o cargo.

Durante seu governo, foi idealizado e implantado o Plano Real, projeto foi executado pela equipe de Fernando Henrique Cardoso, então Ministro da Fazenda (atual Ministério da Economia).

Após o sucesso, resultante na estabilização econômica do País, FHC elegeu-se presidente em 1994 e reeleito em 1998. Luiz Inácio Lula da Silva ganhou as próximas eleições, em 2002, e também foi reeleito, em 2006.

Em 2010, Dilma Rousseff sucedeu Lula e reeleita em 2014. A primeira mulher a ocupar a cadeira presidencial teve seu mandato encerrado em 2016, quando um processo de impeachment colocou o vice Michel Temer no poder.

Em 2018, Jair Bolsonaro assume a presidência do Brasil em um processo eleitoral marcado por polarização política e polêmicas envolvendo o uso de notícias falsas. Segue em exercício até o momento em que esse post foi escrito.

Presidentes do Brasil neste período

  • Tancredo Neves ( faleceu sem assumir o cargo)
  • José Sarney (15.03.1985 a 15.03.1990);
  • Fernando Collor (15.03.1990 a 02.10.1992);
  • Itamar Franco (29.12.1992 a 01.01.1995);
  • Fernando Henrique Cardoso (01.01.1995 a 01.01.2003);
  • Luiz Inácio Lula da Silva (01.01.2003 a 01.01.2011);
  • Dilma Rousseff (01.01.2011 a 31.08.2016);
  • Michel Elias Temer Lulia (31.08.2016-31.12.2018);
  • Jair Messias Bolsonaro (01.01.2019-hoje)

Ufa! Haja presidente! Esperamos que esse post tenha despertado sua curiosidade para aprofundar-se na história do nosso País. A biografia de uma nação é pujante e dinâmica, cheia de reviravolta, momentos políticos, macroeconomia e interesses.

Saber mais sobre esses temas te ajuda a entender a realidade circundante, formar pensamento crítico, melhorar sua escrita e confere autonomia às suas ações. Fique sempre atento, estude e conheça a fundo cada momento político descrito nesse post. É uma viagem interessante.

Gostou desse post? Aqui no blog da Unicep você encontra dicas de como ingressar na graduação e como controlar a ansiedade antes da prova. Saiba mais!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *