Qual foi a vacina mais rápida já produzida na história?

Qual foi a vacina mais rápida já produzida na história?

A resposta para essa pergunta foi a mesma durante muitos anos. No entanto, em 2020, as coisas mudaram. Saiba aqui qual é a vacina mais rápida produzida na história da humanidade.

Não foi para salvar a humanidade, não foi pela ciência…foi por amor. A vacina mais rápida da história foi desenvolvida pelo médico estadunidense Maurice Hilleman, para sua filha, Jeryl Lynn, que, aos 5 anos, teve caxumba.

Esse fato o incentivou a desenvolver em tempo recorde uma vacina contra a enfermidade. Ao longo da sua vida, Hilleman criou 40 tipos contra zoonoses (doenças em animais) e doenças que acometem os seres humanos. Desse total, nove são disponibilizadas habitualmente a crianças.

Gostou de conhecer esse fato histórico? Então segura que tem mais. Esse post tem uma reviravolta e explica porque o ano de 2020 mudou a humanidade.

Vacinas mais rápidas já produzidas

A vacina contra a caxumba de Hilleman demorou quatro anos para ser elaborada. Mas, lembre-se que o ano era 1967, existiam menos recursos, dinheiro e tecnologias. Esse debate revisitou no momento atual em que esse post foi escrito, em meio a pandemia de 2020.

Isso porque a resposta para essa pergunta era a que falamos acima. Agora, a vacina mais rápida produzida na história da humanidade é a contra a Covid-19. Foram 10 meses desde o início da pesquisa até o começo da vacinação, em novembro de 2020, na Inglaterra.

Muita gente achou estranho quando as farmacêuticas e institutos de pesquisa, apenas poucos meses, anunciaram estarem nas fases finais de testes da vacina contra o vírus que matou 1,5 milhão de pessoas.

Porém, mencionado, dois fatores principais explicam essa rapidez: o dinheiro investido na pesquisa (na casa de bilhões de dólares) e as tecnologias existentes para conseguir avançar no desenvolvimento científico.

Fases da produção de uma vacina

As vacinas funcionam da seguinte forma: injeta-se no organismo uma parte do vírus ou bactéria e em forma atenuada ou inativa. Então, o corpo reage aos antígenos e começa a produzir anticorpos para se proteger. Consequentemente,
desenvolve imunidade sem ter a doença.

Conceitualmente, parece ser simples. O lance é que tudo que envolve biologia é demorado. Algumas vezes, nunca consegue-se chegar a uma vacina. Nós já passamos por isso com o HIV, o vírus causador da AIDS.

Contudo, em relação a Covid-19, existem alguns fatores que aceleram todo o processo. Primeiro, a urgência: a emergência causada pela pandemia fez com que as agências reguladoras encurtassem o prazo para os testes exigidos.

Depois, o avanço da ciência e da tecnologia. No início do século XX, as pesquisas demoravam para desvendar o agente causador das doenças. Dos anos 2000 para cá, a biotecnologia e a construção de fábricas imensas permitiram um avanço histórico em termos de pesquisa e produção de medicamentos.

Para finalizar, existe a parte do dinheiro envolvido: mais recursos empregados, aceleram as etapas do testes clínicos, usualmente, divididos em três fases e aplicados em muitas pessoas até chegarem a resultados conclusivos.

Em 2020, a humanidade ficou debruçada no desenvolvimento da vacina mais rápida da história para sair da pandemia que mobilizou o planeta. No final, tecnologia, pesquisa, dinheiro juntos conseguiram o que era improvável há alguns meses: acelerar o tempo.

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