Prouni X FIES. Você sabe qual é a diferença entre eles?

Prouni X FIES. Você sabe qual é a diferença entre eles?

Qual a diferença entre Prouni e FIES? Veja aqui as diferenças, as semelhantes e como funciona esses dois programas do Governo Federal!

Nos últimos anos, as políticas públicas voltadas à educação facilitaram o acesso ao ensino superior. Por um lado, universidades aderiram ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de ingresso e, por outro, incentivos sociais foram implementados para garantir a entrada de jovens de baixa renda.

Dentre os programas desenhados, destacam-se o ProUni e o FIES. Você sabe qual a diferença entre eles? Existem algumas pontuais, como funcionamento e regras para inscrição. No entanto, antes de entrar propriamente nessa questão, gostaríamos de destacar-se as semelhanças.

Aqui nesse conteúdo, vamos explicar a função de cada um dos programas. Vamos lá?

O que é o ProUni e o FIES?

Como mencionamos antes, os dois programas possuem diferenças importantes entre eles. No entanto, antes disso, vamos ressaltar quais são as semelhanças. Uma delas, por exemplo, é de que ambos são administrados pelo Governo Federal e foram criados para ampliar o acesso ao ensino superior no Brasil.

Na prática, isso quer dizer que são processos seletivos que beneficiam estudantes de baixa renda em todas as regiões do País. Outro ponto em comum é que os dois utilizam a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério classificatório.

Ou seja, ambos exigem desempenho mínimo no Enem para participar. Por isso, muitas vezes, as pessoas confundem os três programas. Fora isso, é importante também destacar que as inscrições para o FIES e o ProUni são gratuitas, realizadas pela internet e acontecem duas vezes por ano. Na maioria das vezes, durante o segundo semestre.

Qual a diferença entre ProUni e FIES?

Agora sim, conscientes das semelhanças, fica mais fácil visualizar as diferenças. Vamos começar pela definição do conceito:

O ProUni é a sigla para Programa Universidade para Todos e sua finalidade é oferecer bolsas estudos parciais (50%) e integrais (100%) aos estudantes de baixa renda em faculdades privadas.

Já o FIES é um financiamento estudantil para pagar as mensalidades das faculdades particulares. O percentual concedido é definido de acordo com a renda familiar e do quanto desse total pode ser destinado para arcar com a mensalidade do curso.

É bom ressaltar de que existe uma diferença fundamental aqui: enquanto no ProUni, o estudante recebe uma bolsa de estudos, no FIES o incentivo é um financiamento com condições favoráveis, onde o estudante só paga o valor referente aos juros do financiamento, em boletos trimestrais. Apenas um ano e meio depois da formatura, começa a quitar a dívida, em parcelas mensais, com prazo de vários anos.

Outras diferenças entre os programas são os critérios classificatórios e o processo de inscrição, descritos a seguir.

Qual a diferença entre ProUni e FIES? Outros pontos

Critérios elegíveis

ProUni: o estudante precisa ter concluído o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em uma instituição privada. Além disso, a renda familiar bruta mensal deve ser de no máximo três salários mínimos por pessoa. Outro fator é de que é preciso ter feito a edição mais recente do Enem, com pelo menos 450 pontos na média das provas objetivas e nota maior do que zero na redação.

FIES: é preciso ter renda familiar bruta mensal de no máximo 2,5 salários mínimos por pessoa. Fora isso, ter conseguido pelo menos 450 pontos na média das provas objetivas e nota maior do que zero na redação. As vagas são preenchidas de acordo com o desempenho no Enem.

Inscrição

ProUni: feitas pela internet, o candidato escolhe entre duas opções de curso com vagas disponíveis e, depois, o sistema preenche automaticamente, em ordem decrescente de nota do Enem. Ou seja, primeiro entram os que têm a nota mais alta. Depois disso, os selecionados precisam levar os documentos e fazer a
matrícula presencialmente na faculdade.

FIES: o candidato deve escolher entre as opções disponíveis e depois inscreve-se pela internet. As vagas serão preenchidas de acordo com o desempenho no Enem. Aqueles que forem pré-selecionados precisam cadastrar-se em outro sistema para, assim, dar início ao processo de financiamento. Depois, devem levar uma relação de documentos para contratar o empréstimo nos bancos parceiros.

Qual devo escolher?

Para escolher dentre os dois programas, é importante analisar sua condição financeira e qual foi o seu desempenho no Enem. Vale lembrar de que o Governo Federal abre as inscrições em uma sequência lógica, de forma que a primeira tentativa seja ingressar em uma universidade pública, por meio do SISU.

Depois, caso não consiga cumprir os requisitos, pode-se tentar uma bolsa em faculdade privada por meio do ProUni. Se por acaso, mesmo assim, não conseguir, o candidato de baixa renda tem a possibilidade de tentar um financiamento estudantil – o FIES.

Esperamos você tenha descoberto mais sobre cada uma das linhas e agora possua mais informações para conseguir escolher qual melhor programa para você. Independentemente das suas opções, saiba que existem formas de planejar-se financeiramente para pagar a faculdade sozinho. Não desista!

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